a nudez da alma




minha alma está carente

carente de nudez.
quero despí-la
deixá-la vermelha
sem tabus
chega!
cansei dos pudores
desenecessários
que a ela foram impostos
rasga-me a blusa d'alma
vela estampa enegrecida
na porta, outra cor
a alma expele a dor
quando a ela
tudo é invisível,chora
ri, quando não quer
grita, quando precisa ser solta
pois que a nenhum outro pertenceu
que não a sim mesma



1 comentários para maricota:

betina moraes disse...

querida, mesmo "sem tempo" sua poesia arruma-se em trajeto de grande letra. as duas que postou aqui são maravilhosas, simplismente muito bem escritas.
a ousadia de nudez é bastante forte. gosto muito. a brincadeira com as idéias de "...condição" está muito bem construída. eu vejo com satisfação a sua capacidade ir se alastrando por aí.
o resto vai ser história!

um beijo na flor vermelha do seu cabelo.

 
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